CONCEITOS DE SUPERVISÃO CLÍNICA
São inúmeras as definições de supervisão clínica. Embora diferentes, todas se complementam. O documento “A Vision for the Future”, (NHSME 1993), descreve a supervisão clínica como:
| … um processo formal de sustentação da prática, uma aprendizagem que permite aos profissionais desenvolver os conhecimentos, as competências e a consciência da responsabilidade da prática clínica, realçar a protecção do consumidor de cuidados e incrementar a segurança nas práticas em situações clínicas complexas. É central ao processo de aprendizagem e à expansão da prática e deve ser vista como meio de incentivar a auto-avaliação e as competências analíticas e reflexivas. |
Em 1996 a United Kingdom Central Council for Nursing descreve a supervisão clínica como:
…forma de promover a reflexão através da prática, identificar soluções para os problemas, de melhorar a prática e aumentar a compreensão das acções profissionais.
Essencialmente, a supervisão clínica é uma estrutura e um processo que deve ser revestido de princípios de prática reflexiva. Segundo Bond e Holland (1998), a supervisão clínica exige que seja contemplado o tempo necessário para facilitar a reflexão detalhada sobre a prática clínica.
O conceito de supervisão clínica proposto por Alarcão e Tavares (1987, p197) para quem a supervisão é o:
| "Processo em que uma pessoa experiente e bem informada, orienta o aluno no desenvolvimento humano, educacional e profissional, numa atitude de monitorização sistemática de prática sobretudo através de procedimentos de reflexão e experimentação”. A supervisão visa o desenvolvimento de competências no aluno e deve promover neste uma atitude de confiança e de responsabilidade pela qualidade do ensino. |

Com o objectivo de permitir ao supervisando alcançar, sustentar e desenvolver criativamente uma alta qualidade de práticas, devem-lhe ser facultados meios de apoio e desenvolvimento acompanhado. O supervisando deve reflectir sobre o papel que desempenha como indivíduo na complexidade dos eventos e sobre a qualidade das suas práticas. Esta reflexão é facilitada por uma pessoa mais experiente que tem perícia para o acompanhamento e, através de sessões frequentes e contínuas, o orienta de acordo com a ecologia das situações.
Wilson Correia Abreu, em Cadernos da Sinais Vitais – Supervisão, Qualidade e Ensinos Clínicos: Que parcerias para a excelência em saúde? - Relaciona à semelhança de Pepleau uma série de factores como o desenvolvimento de atitudes, habilidades e características pessoais com a inteligência emocional as preocupações éticas e o pensamento relacional intervindo no acompanhamento da prática clínica: Clique aqui
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