Desenvolvimento Pessoal e Profissional dos Enfermeiros

DESENVOLVIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL

desenv%20pess%20e%20prof.jpg

Neste capítulo pelo que vimos até ao momento, pode-se afirmar que a ideia de que a evolução profissional no decurso do ciclo de vida depende de aspectos contextuais de natureza social e institucional, sendo, todavia, indissociável da estrutura pessoal e dos factores que, directa ou indirectamente, interpenetram a rede de relações interpessoais e as transições ecológicas que pontuam esse desenvolvimento. É este enquadramento que permite construir as perspectivas sobre a profissão e edificar a própria identidade profissional, sem esquecer que as carreiras, apesar de socialmente construídas (o que surge como uma poderosa condicionante), são individualmente vivenciadas, sendo necessário não só acumular experiências adequadas, mas, sobretudo, reinterpretar a experiência acumulada (Ball e Goodscn, 1985; Glickman, 19851 citados por Sá – Chaves, 2000.
Neste sentido, assume particular importância a identificação de novos papéis profissionais que impliquem a gestão de situações de carácter multifacetado, em contextos interactivos e relativos a realidades em constante mutação, permitindo pôr em causa uma certa concepção da formação centrada basicamente na aquisição de skílls considerados necessários para um desempenho eficaz. Consequentemente, há que conceber o processo formativo como uma situação privilegiada para a implementação de estratégias que proporcionem aos indivíduos meios para a aquisição das indispensáveis perspectivas pessoais, quer em relação à profissão quer em relação à sociedade, e também como algo que integre, enquanto ponto de partida, o estudo das representações/percepções que os profissionais devem ter de si próprios e do seu percurso profissional.
Sendo estas, actualmente, algumas das preocupações dominantes, tal poderá significar a dimensão pessoal como um aspecto determinante para um adequado desempenho profissional, a qual deve constituir um processo de descoberta e de transformação interna no sentido de tomar possível ao sujeito utilizar-se a si próprio como um instrumento de mediação, que lhe permita agir de maneira específica em função das experiências que extrai das situações vividas. Assim, o profissional, enquanto pessoa, evolui como um sistema em interacção com outros sistemas que o modificam e sobre os quais vai exercer reciprocamente a sua influência: não é, todavia, um processador passivo de informação exterior, uma vez que as suas percepções de si próprio, dos outros e das coisas determinam o significado que atribui às experiências. Efectivamente, são estas representações, o seu estilo de vida, as suas crenças, valores e atitudes, os aspectos mais importantes para agir eficazmente nos contextos organizacionais.
Neste sentido, poder-se-á partir da hipótese de que o desenvolvimento pessoal e profissional, não se processando automaticamente, deve ser passível de activação mediante a participação do indivíduo em actividades e experiências inovadoras e, também, através da possibilidade de actualização e de abertura à mudança quer na concepção das questões ligadas à formação quer à sociedade em geral.
Efectivamente, segundo Simões (1991) se o fim da educação deve ser o desenvolvimento humano, teremos então de pugnar por uma sociedade e uma escola pluridimensionais e em consequência disso, torna-se necessário formar profissionais competentes, capazes não só de lidar com esta ou aquela situação mas sim capazes de lidar eficazmente com toda a realidade circundante.

Passo agora a digitalizar o artigo escrito por Manuela Maria da Conceição Ferreira (2004) – Formar melhor para um melhor cuidar – o qual aborda a formação, a educação, a experiência, o ensino e a prática reflexiva como elementos fundamentais em todo este processo de desenvolvimento pessoal e profissional dos enfermeiros. Poderá consultar o documento nas hiperligações abaixo:

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12

Voltar ao Início do Capítulo


Ir para:

Unless otherwise stated, the content of this page is licensed under Creative Commons Attribution-Share Alike 2.5 License.