SUPERVISÃO CLÍNICA NA ENFERMAGEM - NO CAMINHO DA EXCELÊNCIA DOS CUIDADOS
Em virtude de me encontrar a frequentar o 1º Curso de Pós Graduação em Supervisão Clínica na Enfermagem, curso este orientado para munir os seus alunos com melhores ferramentas que permitam acolher de forma mais consciente e segura os alunos do curso de enfermagem que se encontrem em estágio nos respectivos serviços bem como os novos profissionais que iniciam o seu percurso profissional com um nível elevado de expectativas em relação ao percurso que acabam de iniciar.

Num curso virado para adultos que vão orientar outros que acabam de se tornar adultos, faz todo o sentido que a realização de um Portefólio de avaliação para o referido curso seja a ferramenta que melhor poderá servir este grupo em termos de avaliação deste Curso de Supervisão Clínica na Enfermagem.
Sendo o Portefólio um meio que permite colocar o estudante como responsável pelo seu processo de aprendizagem, (MOTA, 2003). Esta metodologia de avaliação permite-nos a “liberdade” de escolher em que áreas quisemos mostrar ter aprofundado conhecimentos num balanço entre aqueles que são os objectivos de cada um e as estratégias usadas para se demonstrar que esses objectivos foram alcançados.
O Portefólio não poderá ser unicamente um instrumento organizador de evidencias de aprendizagem, útil como instrumento de avaliação, centrado no produto de competências científicas, metodológicas e técnicas do formando, mas sim ser uma estratégia que facilita a aprendizagem (pelo uso extensivo da reflexão) e permite a avaliação da mesma (Sá-Chaves, 2000)
Bernardes e Miranda (2003, p35) em referência a Sá-Chaves (1998), colocam a tónica em vertentes fulcrais como a reflexão sistemática entre docente-formando, relativamente aos processos de formação e aos produtos a desenvolver
(… ) os Portefólios são instrumentos de diálogo entre formador e formando(s) que não são produzidos no final do período para fins avaliativos, mas são continuamente (re)elaborados na acção e partilhados por forma a recolherem, em tempo útil, outros modos de ver e de interpretar que facilitem ao formando uma ampliação e diversificação do seu olhar, forçando-o à tomada de decisões (…). São instrumentos de estimulação do pensamento reflexivo (…).
O Portefólio não é em si mesmo um fim, mas um processo que ajuda a desenvolver a aprendizagem (Klenowski, 2002)
Como um diálogo do aluno consigo próprio, como uma forma de organizar o pensamento e a aprendizagem, (Simão, 2005)
Por ser um enfermeiro tido como referência na integração de novos profissionais de enfermagem e orientador frequente de alunos em prática clínica senti necessidade de aprofundar e fundamentar alguns conhecimentos que no decorrer deste 15 anos de profissão fui adquirindo à medida que ia evoluindo como enfermeiro e como pessoa. Viram em mim a capacidade de orientar e supervisionar alunos e novos profissionais, pretendo com a elaboração deste trabalho fundamentalmente consolidar e aprofundar conhecimentos, adquirir novos conhecimentos nestas três grande áreas: Supervisão Clínica em Enfermagem, Pedagogia e Desenvolvimento pessoal e profissional, pondo-os ao serviço no meu exercício profissional como tutor/supervisor de prática clínica.
Dividi este documento nas três áreas em avaliação, começo pela Supervisão Clínica na Enfermagem, depois abordarei alguns aspectos que julgo serem fundamentais na área da Pedagogia e que servirão de suporte a todo este processo, terminarei abordando o Desenvolvimento Pessoal e Profissional, fulcral em todo este processo de integração à vida profissional, como resultado da interacção com a supervisão clínica e resultante desta. Toda a documentação seleccionada e organizada neste trabalho foi alvo de reflexão em relação à sua pertinência e aplicabilidade neste trabalho de portefólio bem como à sua aplicação na prática profissional.






